• MÃEEEEEE!

     

    Pode reparar, se você está num ambiente onde estão muitas crianças e uma delas chama mãe, várias mulheres imediatamente se viram para olhar, provavelmente, achando que pode ser o seu filho a procurando ou necessitando de seu auxílio. É claro que toda mãe conhece a voz do seu filho, mas até parece que todos eles falam a palavra mãe da mesma forma; além disso, as mães vivem ligadas no modo automático, estão sempre prontas a atuarem independente de hora e circunstância, bastando um chamamento ou até mesmo uma intuição para que se façam presentes na vida de seus filhos.

    A vida da criança começa no corpo da mãe e mesmo separados por ocasião do nascimento, a figura materna continua sendo a mais importante referência de apego na infância dos filhos (o que a natureza sabiamente uniu, é difícil separar). E se, ao longo da vida, essa relação for desenvolvida tendo como base o amor, o afeto, o acolhimento e o respeito e se as mães conseguirem perceber que demonstração de amor dos filhos não significa que eles vão ter desejos e vontades iguais às dela e que não vieram ao mundo para corresponder a todas as suas expectativas, esses vínculos serão eternos.

    Com a gravidez o nosso ventre se expande para acolher e melhor acomodar o nosso bebê, isso a gente sempre soube, o que a gente só aprende depois de ter o primeiro filho é que o nosso coração também se expande, fica absurdamente maior por ser irrigado pelo sentimento mais forte e verdadeiro que alguém possa ter em vida, mas também pode diminuir de tamanho, apertar e ficar bem pequenininho, quando algo ameace a saúde, a serenidade e a paz dos nossos filhos. Coração de mãe é diferente em tamanho, textura, elasticidade e formato do que o de qualquer pessoa, nem a ciência explica isso!

    Quem tem filhos sabe que por eles nos tornamos melhores e mais fortes, que quando necessário descobrimos reservas de força e energia que nem sabíamos que tínhamos e que basta um sorriso, um abraço, um obrigada mãe para que nossa alma fique nutrida e a gente em estado de graça. Se alguém, por qualquer motivo, quiser nos conquistar e nos manter numa energia amorosa, o caminho mais curto é demonstrar afeto, carinho e respeito por nossas crias – quando meu filho beija minha boca adoça.

    O desejo de todas as mães (as que merecem ser chamadas assim) é o de que os filhos tornem-se adultos independentes, que saibam caminhar pela vida com autoconfiança e que tenham uma boa autoestima para que nunca aceitem serem maltratados, humilhados e desqualificados por ninguém. Desejamos que eles saibam fazer escolhas e que se tomarem decisões equivocadas que não tenham compromisso com o erro, que refaçam caminhos e sejam resilientes, pois suas escolhas não precisam ser perfeitas e nem definitivas. Nosso investimento maior é para que eles saibam se proteger, se sustentar e que sejam pessoas do bem. E quanto a nós, que eles percebam que estaremos sempre dispostas a ouvi-los e acolhê-los.

    Ser mãe é uma condição tão especial que um dia só não nos representa, embora a gente goste de todos os paparicos e mimos que recebemos de uma forma muito especial nesse dia. Quanto a mim, declaro com todo o amor que houver nessa vida, que a Carol e a Clara a cada dia me ensinam a ser uma pessoa melhor. Com elas aprendi a amar e a ser mais comprometida com a construção de um mundo onde a delicadeza, a justiça, a solidariedade, o respeito as diferenças e a paz se façam presentes. É isso! Feliz Dia das Mães!

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