• DEBAIXO DOS LENÇÓIS…

     

    Em nenhuma outra época o sexo foi tão valorizado como atualmente. Nós vivemos numa sociedade com muito apelo erótico e isso atinge todas as faixas etárias: as crianças estão sendo precocemente erotizadas e isso é terrível; os jovens estão transando cada vez mais cedo, às vezes com qualquer pessoa, muitas vezes sem ter maturidade para viver sua sexualidade de uma forma responsável e isso também é terrível; mas, por outro lado, o que é muito bom, é o fato de os adultos estarem se cuidando mais e com a ajuda da ciência, que tem se empenhado em desenvolver medicamentos que melhoram o desempenho sexual, as pessoas tem prolongado as suas vivências afetivas e sexuais até os 60, 70, 80 anos ou mais.

    Mas, apesar dessa valorização da sexualidade, e que não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário, alguns dados de pesquisa atestam que 11% dos casados não fazem sexo há pelo menos um ano e, o fato de não haver sexo com o parceiro não significa que isso não esteja ocorrendo com outras pessoas, fora do casamento. Não se iluda e nem se engane, se a vida acontece sem maiores atropelos e a falta de desejo se instala e se acomoda entre vocês, algo deve estar acontecendo, que não precisa ser necessariamente a presença de outra pessoa na vida do seu parceiro, mas também pode ser isso. Conversar a respeito é o melhor caminho.

    UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA

    A idéia de que se você ama o seu parceiro não terá tesão por outras pessoas é um grande equívoco. Amor é uma história que envolve sentimento; tesão tem relação com sensação – pele, cheiro, sabor e toque. A presença do amor não garante uma afinidade na cama, assim como o prazer sexual não precisa do amor para existir. Contudo, não resta a menor dúvida de que quando o sexo acontece de forma muito prazerosa com o seu parceiro amoroso, o seu corpo e a sua alma se alegram, relaxam e a vida fica muito mais interessante, principalmente porque você tem a certeza de que esses momentos podem continuar existindo e você pode aproveitar, sem reservas, o depois.

    Sexo não deve ser obrigação e sim prazer. A intimidade entre os parceiros facilita com que o sexo ocorra sem reservas e pudores, desde que os dois assim o desejem. Então, é difícil determinar a freqüência com que um casal deva ter relações sexuais, pois necessidades e desejos são individuais e dependem do momento de vida das pessoas, mas ficar um ano sem fazer sexo com o parceiro é “muito demais” vocês não concordam?

    ENTRE QUATRO PAREDES

    A verdade é que, atualmente, as pessoas estão se cuidando mais, investindo numa melhor qualidade de vida, se comprometendo em manter uma boa forma física (malhando, praticando esportes), cuidando melhor da sua alimentação, tendo regularidade nas consultas médicas… enfim, estão cuidando mais e melhor da sua saúde física e mental. E, num contexto relacional, estão mais atentas ao fato de que o amor, para permanecer, precisa de colo, carinho, toque e aconchego  e isso independe de idade e sim de atitude, de se permitirem  ter mais prazer na vida, inclusive sexual.

    O tédio, a rotina, a mesmice, as dificuldades, o trabalho, o cansaço, a casa, os filho, o desleixo do parceiro, o mau humor, a falta de dinheiro… e as brigas acabam com o tesão. Como hoje é domingo, dia de preguiça e de ficar na cama até mais tarde, surpreenda seu parceiro: beije-o de forma apaixonada e o toque denunciando o seu desejo porque afinal, como escreveu o maravilhoso poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade “o que se passa na cama é segredo de quem ama”. Aproveite!

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