• DE VOLTA ÀS AULAS

     

    Se o seu filho, no ano passado, apresentou algum tipo de dificuldade na escola, o início deste ano letivo deve ser encarado como uma oportunidade para rever posturas e criar possibilidade para superar dificuldades. Não será com acusações e intimidações que você irá ajudá-lo, muito pelo contrário, isto só atinge-o na sua auto-estima e o faz sentir-se incompetente e desvalorizado. É na escola que as crianças aprendem mais de perto a conviver com as diferenças e a conviver com o novo e, nem sempre isso é fácil. Se seu filho apresenta dificuldades na aprendizagem, antes de você acusá-lo de preguiçoso ou de que não quer nada com o estudo, saiba que críticas e castigos não são os melhores meios de ajudá-lo a superar as dificuldades (que atingem cerca de 6% da população em idade escolar).

    É necessário investigar a causa do problema e a escola é o primeiro caminho a ser trilhado: converse com os professores, tente localizar por onde passam as dificuldades de seu filho; além disso, leve-o para uma avaliação médica (especialmente visão e audição); fique atento para a possibilidade de problemas familiares o estarem desestabilizando ou até mesmo fatores de ordem emocional.

    A execução do dever de casa virou um tormento para muitos pais e para os alunos também, embora a finalidade dele seja fixar melhor os conteúdos ministrados em sala de aula, desenvolver no aluno o hábito de estudo e incentivar a pesquisa e o interesse em aprender, infelizmente, para muitos transformou-se numa obrigação que só é cumprida a custo de ameaça, cobrança e bronca dos pais. Agora, também é verdade que alguns professores abusam no tamanho das tarefas – elas precisam estar adequadas a idade e a necessidade dos alunos, senão vira tortura!

    O papel dos pais é o de verificar o cumprimento da tarefa, e se houver alguma dificuldade, dar apoio,  sugerir caminhos e dicas, indicar livros, sites de pesquisa… mas o dever de casa é para o filho e não para os pais. Realizar a tarefa por ele prejudica seu desenvolvimento e autonomia, faz com que se sinta incapaz, além do que, a presença de erros ou de tarefas incompletas é uma forma de mostrar ao professor onde está localizada a dificuldade do aluno.

    Mais do que ficar atento às notas de seu filho, desde o início do ano ajude-o: crie um lugar apropriado em casa para ele estudar (confortável, bem iluminado e se possível longe do som e da tv); estimule-o a ter uma rotina de estudos, inclusive com horário fixo (lembre-se que à noite ele está com sono e depois da atividade física está cansado); não permita que ele tenha uma agenda de executivo; administre o tempo dele, lembrando de reservar um tempo para brincadeiras, tv, internet…; ensine-o a estudar por si mesmo, tendo a sensibilidade de perceber a necessidade de buscar ajuda na aula de reforço como uma oportunidade para que ele melhore o seu desempenho… Enfim, estudar deve se tornar um hábito e o sucesso da criança na escola depende de um trabalho conjunto escola, família e o aluno.

    Acompanhe de perto o dia-a-dia deles, procure saber quem são seus amigos, os lugares que eles freqüentam…; seja uma boa referência de cultura para eles (freqüente livrarias, cinema, teatros, show…) e, com relação à escola, o propósito deve ser o de incentivá-los a estudar para aprender e não apenas para se dar bem nas provas e, acima de tudo, ensiná-los a pensar para que sejam, no futuro, profissionais críticos, responsáveis e adultos comprometidos com a verdade, o amor e a felicidade.

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