• CUIDE BEM DE VOCÊ!

     

    Para se viver felicidade é necessário ter saúde, estar em paz e exercitar o amor -ter uma alimentação saudável, garantir horas adequadas de sono, praticar exercícios físicos, trabalhar com algo que se goste, se blindar da cultura de ódio tão presente na sociedade nos dias de hoje e garantir um tempo para se viver o prazer. Tudo isso é essencial, mas não garante um bom viver. O diferencial na nossa vida vai ser dado pelas escolhas das pessoas com quem decidimos partilhar afeto e intimidade.

    Vivemos um tempo de pouca empatia, em que as diferenças não são respeitadas, minorias são perseguidas e o perigo mora ao lado. Decidir em quem confiar não tem sido uma tarefa fácil, especialmente se desconhecemos a história de vida e as lutas internas das pessoas com quem por algum motivo convivemos, às vezes, diariamente. Pela manutenção de nossa humanidade, precisamos olhar atentamente para o outro, praticar mais o amor e a solidariedade e contribuir para a construção de um mundo melhor, mais fraterno e sem tanta violência.

    Todos esses conceitos de amor, solidariedade, felicidade, respeito e ética são muito altruístas e cabem muito bem num discurso de humanidade, que nos ensina que é preciso aceitar as pessoas como elas são. Perfeito! Mas, aceitar que o outro é muito diferente de mim e que ele tem o direito de sê-lo, não me obriga a conviver com ele; temos o total e irrestrito direito de nos afastar das pessoas com quem não temos a mínima afinidade, quando percebemos que elas defendem valores e têm uma prática de vida contrária ao que acreditamos como postulado de vida.

    No mundo virtual é muito fácil a gente não ter contato com as pessoas que, não agregam valor à nossa vida: basta dar um clique e bloquear aquela pessoa, não precisa nem haver discussão e briga. O problema maior ocorre no mundo presencial, no qual convivemos com relações tóxicas, que provocam efeitos nocivos em nossa vida, atrapalham nossa paz e alegria, interferem na nossa saúde e prazer, abalam nossa autoestima e, mesmo assim, não conseguimos nos afastar delas. Então, se você reconhece que convive com relações tóxicas, que pode ser com um parceiro amoroso, parente ou amigo, se pergunte “por que eu estou fazendo isso comigo?”.

    O direito de conviver com quem nos faz bem, nos torna uma pessoa melhor e agrega valor à nossa existência deveria ser o primeiro item do nosso compromisso de vida. Nenhum de nós precisa conviver com gente ruim e sem caráter; com quem vive nos criticando e aos outros também; com quem reclama de tudo e de todos; com quem torce pelos outros se darem mal na vida; com quem não reconhece seus erros e nunca muda de atitude; com quem não tem respeito pelos outros e pratica a desumanidade. Quem não sabe ser feliz não vai se importar com a infelicidade dos outros!

    Priorize-se e “Cuide bem de você. Do que você sente, do que você faz, do que você vê e agrega. Cuide dos seus, avalie a sua importância com carinho. Tome conta de si, reajuste-se, pergunte-se. Inclua o necessário, desligue o menos importante…” (Clarice Lispector). É isso!

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