• ANTES DE PARTIR…

     

    A enfermeira australiana Brownie Ware, em seu livro “Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte”, fez uma lista dos principais arrependimentos relatados por pessoas antes de morrer, dentre os quais cinco se destacam: “eu gostaria de ter tido coragem de viver a vida que eu gostaria, não a vida que os outros esperassem que eu tivesse; eu gostaria de não ter trabalhado tanto; eu queria ter tido coragem de expressar meus sentimentos; eu gostaria de ter ficado mais tempo em contato com os meus amigos e eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz”. Muito difícil alguém ler isso e não ficar impactado!

    E se você refletir sobre esses cinco relatos de arrependimentos vai perceber que não existe nada de extraordinário neles, são até muito óbvios, mas a urgência da vida moderna faz com que as pessoas liguem a sua vida no “modo automático”, vivam na mesmice, e não se comprometam em viver desejos e realizar sonhos. Isso é tão verdadeiro que várias pesquisas comprovam que os maiores arrependimentos da vida das pessoas têm sido causados por coisas não realizadas e não pelo fato de terem tido determinadas atitudes.

    Então, neste momento, pare e pense: Você realmente tem sido o ator principal do filme da sua vida ou você só está fazendo figuração? Você toma determinadas decisões importantes tendo por base o que você pensa e deseja viver ou funciona de acordo com o que os outros esperam que você faça? A vida é a arte de fazer escolhas e todas elas trazem consequências e produzem um resultado, ou vários, em nós; sempre que possível, exercite a liberdade de escolher o que vai te permitir realizar desejos, te proporcionar prazer e satisfação, só assim você vai sentir que viver vale a pena.

    O escritor moçambicano Mia Couto em uma entrevista afirmou que “cada vez mais repetimos o que já fomos”, e isso é absolutamente verdadeiro para muitas pessoas, notadamente àquelas que têm medo de correr riscos e de errar e, por conta disso, sentem-se extremamente mais confortáveis em transitar por caminhos já conhecidos, embora eles nem sejam tão bons. Acontece que erros e acertos fazem parte da vida, mas são os erros que nos humanizam, nos movem, nos dão oportunidade para crescer, para ressignificar fatos acontecidos e praticar a resiliência (a capacidade de cair, se levantar e dar a volta por cima).

    A verdade é que quem tem a paixão como ofício, trabalha com prazer, reclama menos da vida e sente-se mais comprometido em produzir felicidade – é muito importante a gente se identificar com o que faz, pois  a maior parte do tempo em que estamos acordados costumamos passar no trabalho e, se trabalhamos com algo que nos seja aversivo ou indiferente, a gente já sai de lá sem energia  e sem disposição para o prazer. O ideal é que cada um de nós consiga ter prazer no que faz e saiba administrar o seu tempo entre o trabalho e o lazer, de tal sorte que consiga garantir amplos espaços para o prazer, para viver o amor e para fidelizar as amizades.

    Para se ter qualidade de vida é preciso que nós priorizemos o ser e não o ter; aprendamos a validar detalhes, transformemos momentos em acontecimentos, pois além do prazer do momento, eles garantirão recordações boas na sua velhice. Para que você não colecione arrependimentos na vida, priorize-se e  organize-se para realizar seus sonhos, decida o que você quer ser na vida e como você quer gastar sua energia e tempo, assim no futuro você não terá a sensação de que sente saudades do que você não conseguiu viver. Tenha foco no agora, pois “o futuro é excitante, o momento é este, devemos nos apressar”. Feliz vida a todos!

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